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Ensaios

Test-Drive ao Honda CR-Z com bodykit Mugen

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Sexta-feira, dia 4, fui até à Honda Portugal para buscar o CR-Z Mugen.

No exterior, o carro tem o bodykit Mugen. Se a estética do CR-Z é por si só de linhas desportivas, com os adereços Mugen o carro consegue transmitir uma imagem ainda mais agressiva, principalmente através do aileron.
Entro no carro e no arranque consigo ouvir o som do escape, também trabalhado pela Mugen. Tenho a sensação que será uma viagem que dará bastante nas vistas.

Ponho-me a caminho de Lisboa, e no trânsito compacto começo a sentir olhares e dedos apontados na direcção do carro. Esta é uma sensação que terei o resto do fim-de-semana.

 

No Sábado é dia de PhotoShoot. Faço a estrada desde o Guincho até ao Cabo da Roca, sempre com o user Sprozio no carro da frente a tirar fotografias.
Aproveito para experimentar os 3 modos disponíveis no CR-Z:

Econ - Nota-se que é um modo apenas para os consumos. O carro tem uma resposta lenta ao acelerador. A direcção é muito leve para o meu gosto. O conta-rotações ilumina-se ora de verde ora de azul consoante estamos a ter uma condução mais ecológica ou não. Temos a ajuda da indicação de quando colocar uma mudança acima ou abaixo.

Normal - O ideal para a condução do dia-a-dia. O melhor modo para obter bons consumos e uma resposta aceitável do motor.

Sport - Sem dúvida o modo mais divertido. A resposta do motor ao acelerador é quase instantânea devido ao motor eléctrico que disponibiliza o seu binário mais rapidamente. A direcção fica também mais pesada, como se pretende numa condução desportiva. O conta-rotações passa a cor encarnada, e a ajuda à alteração de mudança desaparece por completo.

É neste último modo que faço o restante percurso na estrada com curvas. O carro responde bem a cada viragem do volante. Preciso em cada curva. E o Sprozio continua à frente, a carregar no obturador da máquina.

Curvas, suspensão (Mugen também), e o ronco do escape... Não sou capaz de aguentar mais. Reduzo uma velocidade, faço pisca para a esquerda e acelero. Esperarei pelo Sprozio mais à frente. As próximas curvas são livres, e consigo sentir o lado desportivo do carro. O carro responde rapidamente e o som do escape torna-se mais grave e ecoa pela estrada.

Chegamos ao Cabo da Roca. O carro fica estacionado enquanto vemos as fotografias tiradas no percurso e troco impressões sobre o comportamento do mesmo.
O CR-Z continua a ser alvo de olhares e de telemóveis a servirem de máquinas fotográficas. Pessoas novas, pessoas com mais idade, portugueses e estrangeiros, não ficam indiferentes ao ar agressivo que o o carro tem.

É tempo de regressar a casa.


Domingo. Tenho de entregar o carro ao final da tarde. Aproveito para dar mais umas voltas com ele pela vila de Sintra.


Se a condução do outros "irmãos" híbridos mais velhos (Civic e Insight) me fizeram ter uma opinião negativa com a tecnologia híbrida, a Honda com este CR-Z conseguiu mudar a minha ideia.

Já tinha experimentado o CR-Z duas vezes no Autódromo do Estoril (no evento de apresentação, e no Automotor Speed Day 2010). Devo dizer que em pista gostei da maneira como o carro curvava, mas a sua aceleração tinha-me deixado aquém das expectativas.
Neste test-drive mais real, as expectativas voltaram ao que eram. O CR-Z é, sem sombra de dúvida, um carro com motor suficiente para o dia-a-dia e em modo Sport torna-se num carro bastante divertido de conduzir.

Seria, com toda a certeza, um forte candidato a 2º carro.

 

PhotoShoot e Vídeos

(Fotografias: Copyright de Pedro Ochôa)